Dia desses, alguém me falou que está num momento "ruim" da vida, em que precisa fazer muitas escolhas... Fiquei pensando em quantas escolhas fazemos todo o tempo e não nos damos conta, como se fossem escolhas irrelevantes! É manhã, tarde, noite... dia-a-dia... dormir ou não dormir, sair ou não sair, ficar ou não ficar, gastar ou não gastar, comer ou não comer, dizer ou não dizer, calar ou não calar, sentir ou não sentir, poder ou não poder, querer ou não querer, permitir ou não permitir, ir ou não ir embora... escolher até entre escolher e deixar de escolher! Escolher entre pessoas, momentos, atividades... Exercício diário da vida! E tantas vezes esquecemos que cada escolha implica numa não-escolha de tantas outras coisas! E aí, vem aquele momento em que coisas que você julga importante se chocam e você PRECISA escolher entre elas... e agora???? Parece que cai um peso nas suas costas... Que responsa, hein?! Decidir que rumo dar à sua vida... ixi!!! Mais fácil jogar pro Universo, não?! rsrs
Falando sério... há uns meses fui à livraria (adooooro!!!) e me deparei com um livro de Zibia Gasparetto (adoro tb! rs) cujo nome era: "Quando a vida escolhe". Na sinopse, a autora dizia: "qualquer caminho que você escolher, está certo (...) É a vida escolhendo em você!" ... Caracas! Fez todo o sentido pra mim e comprei o bendito na hora! = ) É um romance espírita, mas para além da doutrina, contém muitos ensinamentos de vida! Conta a história de um homem que escolheu deixar o grande amor de sua vida para casar com outra mulher, acreditando que esta lhe preencheria com status e dinheiro e, ainda, poderia teria as duas, de formas diferentes, por motivos diferentes. No fim das contas, a mensagem da estória é de que foi feita a melhor escolha naquele momento diante das necessidades espirituais da personagem e esta se vê “obrigada” a aprender a viver bem com a escolha feita, ao mesmo tempo em que desfruta dos bons frutos da vida familiar construída. E tudo fez mais sentido ainda pra mim! Infelizmente não é nada fácil lidar com os devires ocultos e com as lacunas numa cultura que nos incute a responsabilidade do controle absoluto pela própria vida... Quanta loucura! Como se isso fosse possível... E, para não restar dúvidas, a vida faz questão de nos dar rasteiras o tempo inteiro! E diante dessas, nos resta apenas aprender a colher os bons frutos das escolhas já feitas e lidar com a ausência do que o não-escolhido poderia nos trazer. Optar pelo que nos oferece a maior chance de satisfação das nossas necessidades emergentes e que não entra em desalinho com os nossos planos, crenças, valores e desejos. O caminho é esse, sintonia, sincronicidade com o que há em nós de mais pulsante e desejante... com o que nossa alma clama! Acreditar que o Universo responde às nossas escolhas e entra em afinação com essas, já que somos, dele, parte e ao mesmo tempo inteireza. É preciso resgatar o sentir, o escutar a si, e entender que a razão nem sempre traz a melhor das respostas!
Também me identifiquei muito com esse post!
ResponderExcluirEm uma reportagem da Superinteressante sobre felicidade(http://super.abril.com.br/superarquivo/2005/conteudo_125658.shtml), uma coisa me chamou atenção: "...Pesquisando o assunto, o psicólogo encontrou padrões de comportamento que permitem dividir as pessoas em dois grupos: as que procuram fazer escolhas apenas satisfatórias, sem tentar alcançar a perfeição, e as que não sossegam até que encontrem "a melhor opção de todas". As pessoas do segundo grupo costumam fazer escolhas melhores, é claro. Mas as do primeiro ficam mais felizes com suas decisões. "A solução é diminuir o número de opções ou melhorar nossa maneira de fazer escolhas", diz Schwartz.
Então, concordo que a chave é mesmo: "optar pelo que nos oferece maior chance de satisfação" e seguir adiante respondendo pelas escolhas! E, se houver arrependimento, porque não voltar atrás? O importante é ser feliz!
Continue escrevendo!
Beijão!
Devires, sincronicidade, compreensão holística do mundo, resgate do sentir...
ResponderExcluirJung adoraria ler esse texto! rsrsrs
Beijoo!
Roquinho, meu lindo! Pois é... quem sabe ele não está vendo de algum lugar e inspirando escritas por aí... rsrs ;)
ResponderExcluirPois é, Patty... é um assunto que tem martelado em minha cabeça desde que comentaram comigo a respeito... e o q pensei depois de escrever o texto foi justamente isso... A possibilidade de voltar atrás nas escolhas sempre vai existir (graças a Deus!), embora nem sempre possamos ter de volta uma dada possibilidade que antes existia. É isso... voltando ou não atrás,estaremos sempre respondendo às escolhas já feitas; isso nos torna eternamente responsáveis não só pelo que cativamos (como diria Exupèry), mas tb pelo que cultivamos!
ResponderExcluirPS: Acho que estou no segundo grupo, lutando para voltar ao primeiro... e como está difícil!