domingo, 7 de novembro de 2010

Comemoração das 26 primaveras

Com tanta coisa para agradecer, só podia mesmo fazer uma comemoração extensa! rsrs!  Comecei na sexta (véspera do dia do meu aniversário) e "finalizei" domingo! Passei o FDS cercado de pessoas queridas, embora alguns queridos não tenham podido comparecer, por motivos diversos, ainda que tenham se feito presentes de alguma forma.
Para começar, Boteco do Caranguejo, na sexta (véspera do meu aniversário).

 
Naty e Déa

Dan e Bine

Tai e Vini
No sábado, fomos para o Boteco Ali do Lado,  conhecer a "casa" nova. Pra variar, banda "Quarteto Menos Um" , que foi perfeita e nos deixou molhadas de suor, pra variar também. Como estava com enxaqueca no início da noite, nem um gole de cerveja! E assim foi até às 3 "e lá vai fumaça" da manhã.

Dan

Tai, Van e Eder

Sambão!
Por fim, almocinho em família, com alguns poucos amigos de brinde. Foi muito bacana tê-los todos por perto, embora tenha sentido falta de alguns grandes amigos, que não puderam estar presentes. Foi uma pena também, que não deram conta da cerveja, devido à ressaca do dia anterior. Eu, que não havia bebido, tive que beber sozinha, fazer o quê?! Meu almoço acabou virando jantar, porque eu "petisquei" e bebi tanto que não sobrou espaço no estômago...

Minha família nº2


Meus pais

Brother

Tia


Meu amorzinho
 


Primona e priminho
 
João

Lena

Grandes amigossss



 Finalizamos o evento na delegacia. Isso mesmo, DELEGACIA! Amiga Tai teve o carro praticamente "levado" pela polícia militar, em pleno trânsito. Tivemos que acompanhá-la para fazer o B.O. e demais procedimentos (fotos abaixo). Que susto!

Fim de tarde de domingo


Que situação! hehehe

26 primaveras... Enorrrrrme gratidão!

Pra começar falando desse período que sempre mexe tanto comigo, vou colocar aqui o texto que fiz na mesma data, no ano passado, quando completei 25 anos. Acabei de relê-lo e me dar conta de que continua absolutamente atual, demandando pouquíssimos ajustes, os quais fiz. Como não foi feito para mim, nada mais justo que partilhá-lo!

Momento de agradecer. Agradecer ao que há de Superior no Universo, que me permitiu estar aqui e vivenciar o que vivenciei.... e que não me abandona jamais!

Pelos momentos, sempre plenos e inteiros em presença. Pelas vivências, vividas como puderam ser. Pelos sentimentos, consumidos até a última gota (as saudades, as dores, as alegrias, os amores, e até o inexplicável!); pela intensidade com que pude senti-los e pela brandura que por vezes me acalentou. Pelos abraços, que me aqueceram. Pelos beijos, que me tocaram com suavidade. Pelos toques sutis, que me acariciaram por tantos motivos. Pelos olhares cúmplices e verdadeiros, que por vezes me leram a alma. Pelas mãos sobre as minhas, que tanta coisa significou. Pelas palavras ditas com sabedoria e cuidado, pelas não ditas por cuidado também. Pelo silêncio que tanto sustentou as vivências. Pelo respeito que pude impor e pelo que me tiveram de bom grado, sem que eu precisasse nada reivindicar. Pelas pessoas mais que especiais, que caminharam comigo aqui e ali, no mesmo (com)passo. Pelas pessoas que tentaram comigo acertar o passo, mas não era hora, nem lugar. Pelas lágrimas compartilhadas, acolhidas, suscitadas e até alimentadas quando sabiam que me eram necessárias pra lavar a alma. Pelas conquistas alcançadas. Pelos sonhos sonhados. Pelos romances vividos e por aqueles que não quero mais viver. Pelo quanto pude me doar e pelos momentos em que escolhi não o fazer. Pelos insights e pelo que ainda há por descobrir a meu respeito. Pelas muitas Ana’s que pude ser, em cada momento, com cada pessoa, em cada lugar... e de cada jeito diferente. Pelo quanto pude criar, enxergar, buscar, viver e abdicar. Pelas despedidas que pude viver, pelas que ainda ensaio e pelas que, por ora, desconheço. Pelo amor incondicional e desproposital que me foi dispensado por tantas pessoas, as quais também pude, assim, amar. Pelos momentos cretinos, de muitas feridas e dores, que me fizeram crescer indescritivelmente. Pela respiração que aprendi da forma mais bela e absoluta possível. Pelas tantas belezas que hoje posso enxergar com mais clareza. Pela paciência que me foi solicitada, e que exercito a cada dia. Pelos prazeres, cada vez mais vividos de forma mais linda, humilde e grata. Pelos preconceitos e mágoas superados. Pelo caos produtivo e (re)organizador. Pelas muitas mortes e renascimentos. Pelas crisálidas e borboletas que fui e que ainda serei.

Obrigada à minha linda equipe de trabalho, que me ensina, me acolhe e me reconhece dia-a-dia. A Sami, minha terapeuta, grande jardineira do (meu) peito, do (meu) corpo e d’alma (sem palavras!). Às minhas amigas superpoderosas, onipresentes, até mesmo em mim, oferecendo-me sustentação, amor e acolhimento. À Bine e Dan, pela parceria de todos os momentos, pela cumplicidade e pela comunhão; pelos primeiros treinos ao volante. À minha família, a qual venho podendo re-conhecer e querer mais em proximidade. A Patty, pela companhia despretenciosa e gostosa, pelas trocas. Ao fogo (que tantas vezes se acende em mim), à água (meu elemento de profundidade e fluidez), a terra (que me confere sustentação e confiança) e ao ar (da leveza que vivo a buscar), cada vez mais em conexão comigo. Aos tantos outros seres iluminados, que me (re)energizam, sustentam-me, acompanham-me. Só tenho a agradecer, de peito e coração abertos. Muito há o que dar forma e o que construir à frente. Novo ano se anuncia!!! 

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Treinando o forró...

Bem, depois de tanto tempo correndo em prol de organizar as pendências (e urgências) da vida, finalmente, quase às 23hs, consigo escrever algo que não texto para TCC! rsrs Confesso que já estava com saudades desse meu espaço aqui... mas também estava precisando de um espaço subjetivo maior para elaborar umas vivências recentes, o que já estava complicado pelo pouco tempo que me restava para estar na minha realidade interna, diante dos chamados da "vida real".

Para começar (vou demorar alguns posts pra colocar as últimas em dias!), a primeira coisa da qual eu estava querendo falar é sobre as minhas aulas de forró. Depois de uma semana em maratona para curar o meu dedo inflamado (processo árduo descrito no post anterior), e mais uma semana sem poder ir por causa das minhas aulas da pós, finalmente retornei às aulas (de forró) há duas semanas, agora com sapatilha e tudo.

No primeiro dia foi um processo... Em pleno aniversário, saí de lá frustrada, decepcionada comigo mesma! Com os alunos mais tirados a "sabidos", eu me perdia nos passos, embolava os movimentos e simplesmente travava! Pra completar, ainda ouvi uma baita lição que me rendeu diversas tomadas de consciência e auto-puxões de orelhas depois: "Você fica tentando controlar os movimentos, fazer antes de saber o que é pra fazer... assim você não me deixa conduzi-la! Você tem que estar preparada pro imprevisível, para se deixar levar no passo que eu conduzir!". Foi como uma bomba em meus ombors e cabeça! Em pleno período de revisão de vida (assim sempre são minhas datas de aniversário), ouvir uma dessas! Pronto, assunto para terapia, logo decidi! rsrs
Aos poucos fui conseguindo ficar (e me sentir) mais leve, me deixar levar... mas saí de lá nada satisfeita. Meta de vida: a partir de então, prometi a mim mesma exercitar mais a leveza e a fluidez, na dança do forró e na dança da vida...!

A aula seguinte (FDS passado), já foi beeeeemmmm melhor! Livre, leve e solta, só me apertava um tiquinho quando pegava um certo parceiro mais experiente, mas que não marcava os passos direito para quem está começando e não tem familiaridade com os mais complexos, como eu.  Felizmente, esse foi apenas UM dentre os vários homens com quem dancei (que, apesar de tudo, até me elogiou, dizendo que eu estava bem rápida no aprendizado, pois era apenas minha 3ª aula!)! Com os demais, fui muito feliz, obrigada! Dancei feito pluma e consegui acompanhar tudinho! Servi até de "cobaia" para alguns parceiros treinarem passos e fui nota 10 nos treinos de passos novos com o professor!
Por ora, missão cumprida!!!! Que venham as próximas! Desse jeito, estarei craque no São João-2011! rsrs Adoooooooooro!!!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Que prejú!

Bem, no dia 01/10, tinha horário marcado com uma nova manicure aqui em casa. Profissional indicada por uma amiga que mora no meu prédio e é cliente dela há alguns anos,  assim como as mulheres da sua família. Até agradável a pessoa, fez as minhas unhas das mãos e... algo começou a encrencar quando passsou para os meus lindos pezinhos. Disse que minhas aunhas dos "dedões" estavam encravadas e precisava desencravar. Futucou tanto, que eu reclamava de dor, mas fui deixando, iludida de que, de fato, era preciso. Resultado: dedos sensíveis e doloridos! Mas, que nada, era só isso, não colocar um sapato fechado e pronto, logo logo tudo estaria normal.

À noite, coloquei um saltinho básico e  fui para a What's Up, curtir o Banjo da Minha Vó (sambinha bem gostosinho). Por sinal, tomei uma bebida louca e quente (literalmente. A "Adeus Muchacho" acendia fogo e tudo o mais) que me deixou elétrica e distraída (joguei até o cartao de consumação fora sem me dar conta, sorte que minha prima o encontrou! Quase perco dinheiro, enfim... )! Dancei até às 4 da manhã e às 10:30, a primeira aula de forró (post anterior). À noite, Festival Sertanejo, no Bahia Café Paralela (muito bommmm!!!! Diversão super!) ; novamente super dancei (dessa vez, com uma plataforma, mais confortável). Segunda olha o dedo latejando e inchando!!! Terça, fui para o pilates e levei bronca da minha fisioterapeuta; por onvite de minha mãe, saí de lá para o podólogo. Sofri muuuuuuito, dor dos infernos!!! Ela limpou tudo, desencravou a unha e fez um curativo para eu retornar no dia seguinte. Assim foi, novamente limpeza, tirar o que ainda tinha (pedaços de unha, etc.), novo curativo e liberada. Recomendações: pomada corticóide, evitar magoar o pé e band-aid ao sair de casa.

Ontem fui sentindo o dedo latejando novamente e descobri que colocar a perna mais alta que o corpo ajudava, porque o sangue descia menos para o pé, que já anda pulsando demais pela inflamação. Tive que ficar de molho à noite, perder a balada já marcada e ficar em casa! Planos para hoje? Tudo indica que retorno ao podólogo! Ninguém merece!!!!

sábado, 2 de outubro de 2010

Finalmente... Nova empreitada: aulas de forró universitário!

Meus amigos de longa data (nem tão longa... afinal meu aniversário tá chegando e não pretendo deprimir!rs) sabem que há muito venho babando casais fazendo aquele passinhos, giros e movimentos belos e sincrônicos numa dança sensual e gostosa! Há anos digo que "ano que vem eu faço!"... É... esse "ano que vem" finalmente chegou... e antes da virada de ano! rsrs Depois de uma pesquisa a respeito dos grupos de aula, referências, local e preços, escolhi a Forrozeando pela relação custo/benefício: o preço super em conta, horário conveniente, maior duração/aula, sendo o único contraponto a distância da minha casa (o espaço de aula fica no Garcia). Hoje fui à aula experimental conferir. A galera é super legal, simples, divertida e simpática (diferente de um certo grupo famoso que vejo por aí) e os professores, muito pacientes e bacanas. Primeiro dia e já encontrei dois parceiros com os quais a sincronicidade foi total! :-D Planta dos pés doendo da noitada de ontem, dois dedos do pé inflamados (a infeliz da pedicure me acabou!), mas lá estava eu, descalça e resistindo bravamente... nas plantas dos pés! Barriga "pra dentro", pernas flexíveis, leveza, braços relativamente rígidos... vamos lá!

Na primeira hora de aula, enquanto aprendia e ensaiava os passos  básicos ("soltinho", "cruzado", "giro pra trás", "giro pra frente"...) com outras 4 alunas  recém-chegadas, mal conseguia conter a ansiedade em dançar logo aos pares! Logo ao lado estavam os alunos mais "avançados" dançando aos pares, e eu, louca pra estar lá  com eles!!! Depois de uma longa hora de espera, finalmente o professor do avançado pediu que formássemos uma roda e formássemos os pares; a cada fim de música os homens trocavam de parceira, no sentido anti-horário. Alguns cavalheiros deliciosos de se dançar (com esses eu até fechava os olhos e desfrutava daquele prazer sublime!), outros nem tanto. Alguns poucos embaraços nos giros (afinal era só a primeira aula!), mas fui muito bem, obrigada! Não contive o sorriso largo quando ouvi de outro aluno: "você dança bem! já fazia aula de dança, não é?!" . Quantas lembranças me foram evocadas da época em que eu dançava (em aulas, porque NUNCA deixei de dançar): minha infância e pré-adolescência.

Meninas, acreditem! LÁ tem mais homens que mulheresssss!!! O que é uma ótima notícia para quem vai às festas de forró e às vezes não tem um par... ainda mais depois da reportagem desanimadora do Correio da Bahia (apenas 88 homens para cada 100 mulheres!)... Portanto, ótimo lugar pra se sentir o prazer da dança! Aprovadíssimo e ansiosíssima pela próxima aula... embora os pés ainda doam. Falando em pés, providenciarei em breve uma sapatilha (urgente) para sentir menos o impacto e o atrito com o chão de madeira. Agora ninguém me segura nos forrós!!! UUHUHUHUHUHUHU!!!

Ah! Também descobri que tem 3 estudantes de psicologia... espaço de trocas intelectuais também, quem sabe! Que beleza!

Como é bom viver!!!

Depois de 3184908498984 meses sem viajar (a viagem a trabalho pro interior não conta! rs), recebi um telefonema de uma tia, convidando-me a acompanhá-la numa excursão para Porto Seguro. Aceitei de pronto, mas achava mesmo é que seria um programa meio de índio, com um bando de gente mais velha e monótona; de qualquer forma, valeria conhecer as belezas da cidade, além do que a proposta veio acompanhada da minha passagem de brinde! Sim, a tia convidou e pagou! Ponto positivo pra ela! Rsrs



Praia dos Nativos

Vamos às condições da excursão: organizada pela Pastoral Nossa Senhora do Amparo! Isso mesmo, excursão da Igreja, ou seja, a perspectiva era de muitos coroas e moralismos! RS Ufa, engano meu! Os “coroas” eram mais jovens e descontraídos até que eu mesma! Os deslocamentos no ônibus foram simplesmente hilários, regados a muitas gargalhadas e leveza!!! Sem falar que encontrei três parceiros de bagunça e farra... um ébrio (Cidreira, 2010. kkkkkkk) só! rsrs


Quarteto Ébrio! rsrs

Chegando lá, às 8h, nos acomodamos no quarto do hotel (o Hotel da Praia), tomei um baita banho morninho (estava ventando super!) e estava prontíssima pra correr a cidade; no entanto, tivemos que esperar um monte até que todos se acomodassem e se aprontassem (já que chegamos antes do horário da nossa 1ª diária). Lá pelas 11:00 foi que conseguimos sair. Fomos direto ao Centro Histórico das Compras... pensem! Que pecado! Preços ótimos... prontamente me apaixonei por inúmeras peças de roupa, mas me segurei e só comprei uma blusa, pensando que era só o primeiro dia, primeiras compras. De quebra, ainda assistimos uma apresentação de capoeira (nenhuma novidade pra nós) e dançamos um sambinha! Fomos à Coroa Vermelha - mais compras de peças de roupas! Rsrs! Vista lindíssima, uma cruz enorme (marco de uma das primeiras missas no Brasil) e eu nao resisti.. minutos depois, lá estava eu, correndo pra tirar foto lá em cima antes que fosse pega... e presa! rsrs


Rezando pra ninguém notar! rsrs

Às 17:50 estávamos no hotel e corri pra ver o último capítulo da novela (a única que assisti nos últimos tempos!). Aprontei-me e fiquei aguardando os meninos; destino certo: Ilha dos Aquários. À meia-noite, estávamos aguardando a balsa para atravessar; travessia tranquilíssima e muito rápida (cerca de 7 minutos, contando as duas manobras). Fomos nós, animadíssimos conhecer os aquários gigantes e os vários ambientes da Ilha: pouca iluminação nos caminhos e várias “arenas rítmicas”, axé e pagode, forró e techno. Começamos pela techno enquanto não começava o forró e por essas duas transitamos (e dançamos) a maior parte do tempo (quem me conhece sabe que também caí na quebradeira! rs). Os meninos escolheram a noite pra tomarem todas e as bebidas eram “do capeta” e do “inferno”, com fogo e tudo o mais... o resultado? Já viram, né?! Júnior se embriagou e voltou pra casa muuuuito chato, e sobrou pra mim, claro! Rsrsrs Por volta de 2:30 eu já estava morta, mas tive que agüentar até que os meninos cansassem e/ou fossem expulsos! Deitei às 4:30 para acordar às 7:00, que empreitada!


Aquário gigante - Ilha dos Aquários

2º dia: destinos: Praia dos Nativos (com ondas fortíssimas, muito tranqüila e agradável. Nem tive coragem de tomar um banho de mar.) Trancoso - Lugar lindo, cheio de “verde” (como todos os outros que conheci por lá), uma calmaria de dar inveja! – e Arraial D’Ajuda, muito simples e bem estruturado (muito colorido), diferente do que imaginava, por ser lugar de réveillon muito famoso. À noite, Passarela do álcool, umas bebidinhas com nomes sugestivos e uma vendedora “depravada”! Hilário!!! Rsrs Crepe delicioso e umas comprinhas artesanais pros familiares mais próximos. Noitada? Não, nem pensar... não agüentei! Às 23:30 já estava na cama, muito bem acomodada.

3º dia: Arrumação de malas pra volta e mais passeio na Passarela do Àlcool, dessa vez, na parte que eu não tinha adentrado... felizmente, consegui não comprar nada pra mim! Rsrs Após o almoço, tempinho básico pra descansar e às 14h já estávamos na estrada. Duas paradinhas pra esticar as pernas, usar “o reservado” e comer algo. Pronto, às 2:30 já estava na casa da tia, tomando banho pra dormir, bem feliz, contente e cansada!

Ah, já ía esquecendo de contar... havia uma tal criatura notadamente narcísica na excursão, que, ainda por cima dava pitis públicos quando algo a desagradava. Mas nos vingamos com gosto! hahahaha Na volta da viagem, a desgraçada queria que desligassem o dvd e o ar condicionado, pois não queria barulho ou frio. É... desligamos o DVD, mas ela teve que ir ouvindo resenhas, gritos, cantorias e gargalhadas o caminho inteiro, além das músicas que rolvam em inúmeros celulares ao mesmo tempo! Foi hilário e revigorante... se eu fosse ela não fazia mais isso! rsrs
OBS: mais fotos no orkut.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Respirando, exercitando... e orando! rsrs

PACIÊNCIA
(Arnaldo Jabor)


"Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia..Por muito pouco, a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais"...  E o bem comportado executivo? O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice. O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.

Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado... Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.

Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.

A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.

Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar? Qual é a finalidade de sua vida? Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.

E você? Onde você quer chegar? Está correndo tanto para quê? Por quem? Seu coração vai agüentar? Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar? A empresa que você trabalha vai acabar? As pessoas que você ama vão parar? Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire... Acalme-se...

O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência..."


Volto a Lenine, quando ele diz que "A gente espera do mundo... e o mundo espera de nós (!)... um pouco mais de paciência..." . E como é difícil às vezes ser paciente diante do caos e das invasões! Mas eu insisto e persisto... vou exercitando e contando com a paciência alheia também!  : o)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Deixar secar...

Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Júlia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar.
Mariana não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã. Júlia então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio. Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.

Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou:
"Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão".

Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações. Mas a mãe, com muito carinho ponderou:

"Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar em casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra o que a vovó falou?
Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar.

Pois é, minha filha, com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro.. Depois fica bem mais fácil resolver tudo".

Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver televisão.  Logo depois alguém tocou a campainha. Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:

"Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado.

Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa."

"Não tem problema", disse Mariana, "minha raiva já secou." E dando um forte abraço em sua amiga, tomou-a pela mão e levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.


 
Nunca tome qualquer atitude com raiva. A raiva nos cega e impede que vejamos as coisas como elas realmente são. Assim você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta.

Diante de uma situação difícil, lembre-se sempre: deixe a raiva secar.

(Autor a pesquisar)

Essa estorinha me lembra uma situação que estou vivendo... Penso que, de fato, é necessário deixar certos sentimentos secarem antes de re-agir a qualquer coisa. Deixar a raiva secar, deixar a chateação secar, deixar o "amor" secar, assim é dado espaço para que o contexto se mostre e as memórias se mostrem, lembrando-nos que as relações sólidas são muito mais que momentos de "tensão"; assim, dá-se tempo também para que o que não  foi bem estabelecido nos recorde que as emoções passam (mesmo as mais fortes e vívidas!) e  o que fica é o que foi realmente construído e vivido no real. Pena que nem sempre tenhamos alguém para nos frear os impulsos e que nem sempre as emoções secam tão rápido... Deixemos, então, secar, para que as facetas múltiplas de desvelem e possamos obter uma maior clareza das situações!

Despedida de solteira de Nanda - 27/08

Não podia deixar de registrar aqui a despedida de solteira de Nanda, pessoa linda, querida e doce. É... o casório tá chegando e resolvemos fazer uma festinha particular para ela, mas, na verdade, era só desculpa, porque a festa acabou sendo para todas nós! rsrs... Começou com uns drinks super gostosos criados e preparados por Alê, seguidos do chá de "lingerie" (com direito a prendas quando Nanda não conseguia advinhar qual era o "objeto" da vez! rs). O chá foi divertidíssimo e despertou muita inveja e curiosidade em todas nós (não é, meninas?)! Tenho que dizer que Nanda se deu  foi muito bem, André (noivo dela) então, nem se fala! =D Uma pequena amostra na foto abaixo:


 Após o chá, Van e Cris facilitaram (e viveram) uma série de vivências que tiveram como tema o prazer. Pensem num momento lindo e gostoso! Começamos enraizando e "euxastando", para podermos dar conta do que viria a seguir: sensações olfativas e cutâneas, sopro, massagens e uma roda de embalo deliciosa pra finalizar! A comilança rolou solta depois, sem contar que ainda levamos guloseimas para completar em casa a aquisição de calorias do fim de semana. Enfim, foi deliciosamente belo o encontro dessas mulheres maravilhosas!!!


Obrigada, meninas, pela cumplicidade. Nanda, querida, que seu casamento seja tão delicioso quanto foi nossa noite!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Carta aos desiludidos no amor

"Triste de quem fica desiludido(a) e evita outro amor de novo, cai no conto, blasfema, diz “tô fora”, já era, tira onda, ri de quem ama, pragueja e nunca mais se encontra dentro das próprias vestes.

Como se o amor fosse uma bodega de lucros, um comércio, como se dele fosse possível sair vivo, como nunca tivesse ouvido aquela parada de Camões, a do fogo que arde e não se sente, a da ferida, aquela, o Renato Russo musicou e tudo, lembra?

Triste de quem nem sabe se vingar do baque, sequer cantarola, no banheiro ou no botequim, “só vingança, vingança, vingança!”, o clássico de Lupícinio Rodrigues, o inventor da dor-de-cotovelo, a esquina dos ossos úmero com os ossos ulna (antigo cúbito) e rádio, claro, lição da anatomia e da espera no balcão da existência.

Tudo bem não querer repetir, com a mesma maldita pessoa, os mesmos erros, discussões, barracos e infernos avulsos e particularíssimos. Falar nisso, nunca mais ouvi o velho e bom “eles renovaram o namoro”. Coisa linda, linda, linda, o mais comum era dizer apenas “eles renovaram”. Prestou atenção na força das palavras?

Não estamos tratando desse tema. O caso aqui é de quem se desilude ao infinitum. Triste de quem encerra o afeto de vez, como se aquela mulher e/ou aquele homem “x” fossem fumar o king size, duvidoso e sem filtro, lá fora, e representassem o último dos humanos.

Chega do clichê e do chavão de que todos os homens ou mulheres são iguais. São, mas não são, senhoras e senhores. Cada vez que uma folha se mexe no universo a vida é diferente. Todos os machos e todas as fêmeas são novidades. Podem até ser piores, uns mais do que os outros, porém dependem de vários fatores.

Não adianta chamar o garçom do amor e passar a régua para sempre por causa de apenas um(a) sujeito(a) – como se representassem a parte pelo todo da panelinha do mundo. O que não vale mesmo é eliminar o amor como proposta mínima na plataforma política de estar vivo.

Já pensou quantos amores possíveis, como diria Calvino, você estaria dispensando por essa causa errada? E quem disse que amor é para dar certo?

Amor é uma viagem. De ácido.

Amar é… dar ou levar pé-na-bunda. Depois, como se diz, a fila anda, mesmo que mais demorada que a do velho INPS ou do que a dos ingressos para a final do campeonato.

E tem mais: a única vacina para um amor perdido é um novo amor achado. Vai nessa, aconselho! Só cura mesmo com outro.

Sim, o amor acaba, se não você não entendeu ainda… Corra a ler o gênio mineiro Paulo Mendes Campos: em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

Vamos esquecer a ilusão católica do até que a morte separe os pombinhos e viver lindamente o amor e o seu calendário próprio. Muitas vezes, não temos o amor da vida, mas temos um belo amor da quinzena, que, de tão intenso e quente, logo derrete. Foi bonito.

Vale tudo, só não vale o fastio e a descrença."

(Xico Sá)


Gostei muito desse texto e não hesitei em partilhar. Lembra-me muito uma prima que passou uma fase com "alergia" ao amor e aos casais felizes, acreditando que "homens são todos iguais e não valem à pena"! Crença triste essa, hein?! Tantas coisas à volta, para olhar, para felicitar, para conhecer, para receber... privar-se da fartura que a vida proporciona por tão pouco! Adiantou? Que nada, voltou com o ex e hoje está casada, feliz e com uma linda filhinha! Podia ter perdido menos tempo, hein?! rsrs

É isso aí, também penso que "vale tudo"... e que vai ser muita sorte se encontrar o amor "pra vida inteira"... Vamos parar de reclamar e amar, porque senão a vida não tem graça! Que seja pelo momento inteiro então! Aos meus amores que vieram e passaram, foram eternos enquanto duraram! "Valeu, foi bom, adeus!"

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

27 de Agosto - Feliz Dia do Psicólogo!

É com imensa alegria que comemoro mais uma data na Psicologia! Escolha não apenas profissional, mas de vida... Não demorei muito a entender o que escutei no começo da faculdade: "estudar psicologia é um caminho sem volta!".... e quando adentrei esse universo íntimo, logo percebi que estava mexendo com os meus valores, pré-conceitos, modos de vida e de relações; estava escolhendo vivenciar as mortes da forma mais profunda e transformadora possível, passível de inúmeras possibilidades, e um universo de re-construções. Tanta coisa mudou de lá para cá... Estar awareness (algo como ter consciência de algo) de si e, principalmente, de si no mundo é uma árdua e recompensante tarefa! Maior e mais bela tarefa ainda (cheia de responsabilidades!) é auxiliar o outro na construção de um chão que o possibilite construir essa awareness e caminhar com ele nessa construção, incitando e cerceando movimentos. Infelizmente, ou não, tenho que admitir que a nossa cultura ocidental é, muitas vezes, extremamente cruel e os consultórios psicológicos acolhem ressonâncias negativas dessa todo o tempo. E para quem não acredita no crescimento, nas mudanças humanas... meus lamentos! Vim a este mundo para viver isso e viver-isso-com-os-outros-no-mundo!!! Não poderia ser de outra forma. E aqui estou eu, buscando o aprimoramento pessoal e profissional (que, no meu caso, estão absolutamente intrincados!) constantemente... para que as intervenções sejam cada vez mais acertadas e benéficas! Obrigada, Senhor, por essa oportunidade! Que eu saiba fazer dela estrada para irradiar bem-estares, escolhas mais conscientes e qualidade de vida! Que eu possa cuidar, permitir, acolher, silenciar, orientar e sintonizar!

Adoro esse texto desde que o li pela primeira vez, diz muito do que sinto (não sei de quem é, e estou com preguiça de procurar!)...

Ψ SER PSICÓLOGO... Ψ

"Ser psicólogo é uma imensa responsabilidade.
Não apenas isso; é também uma notável dádiva.
Recebemos o dom de usar a palavra, o olhar, as nossas expressões, e até mesmo o silêncio.
O dom de tirar lá de dentro o melhor que temos para cuidar, fortalecer, compreender, aliviar.

Ser psicólogo é um ofício tremendamente sério. Mas não apenas isso; é também um grande privilégio. Pois não há dom maior que o de tocar no que há de mais precioso e sagrado em um ser humano: seu segredo, seu medo, suas alegrias, prazeres e inquietações.

Somos psicólogos e trememos diante da constatação de que temos instrumentos capazes de favorecer o bem ou o mal, a construção ou a destruição. Mas ao lado disso desfrutamos de uma inefável bênção que é poder dar a alguém o toque, a chave que pode abrir portas para a realização de seus mais caros e íntimos sonhos.

Quero, como psicólogo, aprender a ouvir sem julgar, ver sem me escandalizar, e sempre acreditar no bem. Mesmo na contra-esperança, esperar. E quando falar, ter consciência do peso da minha palavra, do conselho, da minha sinalização.

Que as lágrimas que diante de mim rolarem, pensamentos, declarações e esperanças testemunhadas, sejam segredos que me acompanhem até o fim. E que eu possa ao final ser agradecido pelo privilégio de ter vivido para ajudar as pessoas a serem mais felizes.

O privilégio de tantas vezes ter sido único na vida de alguém que não tinha com quem contar para dividir sua solidão, sua angústia, seus desejos.
Alguém que sonhava ser mais feliz, e pôde comigo descobrir que isso só começa quando a gente consegue realmente se 'conhecer e se aceitar'".


http://www.psicologomadrid.net/images/Tu%20psicologo%20en%20Madrid-terapia.jpg

Hoje recebi esse outro texto abaixo (que também não sei de quem é), que louva a data e é também muito bonito! Dedico-o às pessoas que a mim chegaram (dentre esses, amigos, usuários e pacientes) e às que ainda chegarão carregadas de angústia, sofrimento e impossibilidades de movimento. Sou grata pelos ensinamentos singulares e grandiosos e por tê-las encontrado em meu caminho! A minha terapeuta (linda, sensível e companheira!), o meu muito-obrigada pela parceria durante todo esse tempo (1 a. e 4 m.) de partilha; partilha de resistências, dificuldades, medos, descobertas, deformações, transformações, re-significações e pedidos de socorro frente aos meus tombos e mares de emoções e dores; com você, Sami, cresci muito, embora saiba que muito há a crescer ainda!


Homenagem aos Psicólogos

"Eu não posso acabar com todos os seus problemas, dúvidas e medos,
mas eu posso ouvir você e juntos podemos procurar soluções.

Eu não posso apagar as mágoas e dores do seu
passado...
Nem posso decidir qual será seu futuro,
mas no presente eu posso estar com você sempre que precisar de mim.

Eu não posso impedir que você leve tombos,
mas posso oferecer minha mão para você agarrar e levantar-se.

Suas alegrias, triunfos,sucessos e felicidades não me pertencem,
mas seus risos e sorrisos fazem parte dos meus maiores bens.

Não é da minha alçada tomar decisões por você,
nem posso julgar as decisões que você toma,
mas eu posso ajudar, encorajar e apoiar se me pedir.

Eu não posso lhe impor limites,
mas posso apontar-lhe caminhos alternativos,
procurar com você medidas de crescimento, formas de encontrar-se,
meios de ser você mesmo, sem o medo da rejeição.

Eu não posso salvar seu coração de ser partido pela dor, pela mágoa, perda ou tristeza,
mas eu posso ajudá-lo a juntar os pedaços...

Eu não posso dizer quem você é ou quem deveria ser.
Eu só posso ser o seu psicólogo e o seu espelho!"



terça-feira, 24 de agosto de 2010

Encerrando ciclos (Fernando Pessoa)

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu...
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és.

E lembra-te:

Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.


É isso... aqui vou eu, encerrando mais um ciclo. Lembranças sempre restarão e certamente servirão para me mostrar o que houve de proveitoso e o que farei diferente daqui para a frente. Dá um aperto no peito e muitas saudades, mas é isso. O que passou fica lá atrás e o que poderia ser, não foi. Fico com o presente e as janelas abertas ao que há por vir. Escolho o desapego, o deixar morrer e o renascimento. Agradeço o que foi possível viver e sigo em frente. O caminho prossegue... graças a Deus!

domingo, 22 de agosto de 2010

Escorpiana de carteirinha! rsrs

"Eu nunca fui uma moça bem-comportada. Afinal, nunca tive vocação pra alegria tímida, pra paixão sem beijos quentes ou pro amor mal resolvido sem soluços. Eu quero da vida o que ela tem de cru e de bonito. Não estou aqui pra que gostem de mim. Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho. E pra seduzir somente o que me acrescenta. Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que as vezes me cansa. Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes ...Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.

Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer: - E daí? eu adoro VOAR! O escondido pra mim é bem melhor, e o perigoso é divertido. Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo. Também sei chorar toda encolhida abraçando as pernas. Por isso, não me venha com meios-termos, com mais ou menos ou qualquer coisa. Venha a mim com corpo, alma, voracidade e falta de ar... Eu acredito é em suspiros, mãos massageando as costas, o peito ofegante de saudades intermináveis, em alegrias explosivas, em olhares faiscantes, em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem paz pra minha vida. Acredito em coisas sinceramente compartilhadas. Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma, no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo. Eu acredito em profundidades. E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos. São eles que me dão a dimensão do que sou".

(Kathlen Heloise Pfiffer)


O texto fala muito bem da mulher escorpiana: "Este signo é regido por Plutão e seu elemento é a água. Escorpião é o relacionamento aprofundado, pois é um signo da água, de fortes emoções. Representa a fase de transformação e renovação do zodíaco." (http://www.fietreca.org.br/horoscopoescorpiao.htm). Intensa, verdadeira, profunda. Realmente não dou para coisas mornas, para me contentar com comodismos ou com pouco. Isso me traz GRANDES "problemas", mas confesso que não estou disposta a abrir mão do que eu sou por isso. Muitas mortes, muitas dores, mas muita vida (e não é ela repleta de dores e mortes?!)!!! Aprendizado constante lidar com tudo isso, pois é tão quente que às vezes até eu me perco no meio e pego fogo também... e pegar fogo, dói! Viva a psicoterapia e obrigada, Sami (minha queridíssima terapeuta), por me ajudar a lidar com o profundo e aprender a desfrutar minimamente do superficial! E assim vamos caminhando, por entre "mares" e "lagos"... (Sim, felizmente tenho muitos companheiros na caminhada. Muitos, como me disse minha amiga Cris, tão intensos, sem máscaras e profundos quanto eu! Te amo, amiga! Obrigada pela partilha de sempre e pelos olhares além!)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Nunca foi entre você e eles!

Ontem fui ao Centro Espírita (o Cidade da Luz), como tenho ído semanalmente, e Medrado falava da necessidade de ser paciente com os espíritos menos evoluídos que nós, com aqueles que só reclamam, que se exaltam, que humilham, que envenenam... e falava também do quanto nos deixamos tomar por essas atitudes e nos encolerizamos por vezes. Realmente penso que muitas pessoas deveriam escutar aquilo, daquela forma! Mas também sei que talvez não estejam preparadas para receber tais lições. E o que nos resta é seguir em frente, apesar delas, e orar para que possam encontrar O caminho o mais rápido possível. Olhai por elas, Senhor! Perdoa-as. "Elas não sabem o que dizem" nem o que fazem!



Hoje me deparei com esse texto aí (em total sintonia com a noite de ontem, que foi muito linda!) e nada mais justo que compartilhar! Desejo que façam bom proveito dele.

"Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.

Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta, interesseiro.
Seja gentil, assim mesmo.

Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.

Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto assim mesmo.

O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.

Se você tem Paz e é Feliz, as pessoas podem sentir inveja.
Seja Feliz assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.

Veja que, no final das contas, é entre você e Deus.
Nunca foi entre você e eles!"

(Madre Thereza de Calcutá)

domingo, 15 de agosto de 2010

Escolhas e não-escolhas...

Dia desses, alguém me falou que está num momento "ruim" da vida, em que precisa fazer muitas escolhas... Fiquei pensando em quantas escolhas fazemos todo o tempo e não nos damos conta, como se fossem escolhas irrelevantes! É manhã, tarde, noite... dia-a-dia... dormir ou não dormir, sair ou não sair, ficar ou não ficar, gastar ou não gastar, comer ou não comer, dizer ou não dizer, calar ou não calar, sentir ou não sentir, poder ou não poder, querer ou não querer, permitir ou não permitir, ir ou não ir embora... escolher até entre escolher e deixar de escolher! Escolher entre pessoas, momentos, atividades... Exercício diário da vida! E tantas vezes esquecemos que cada escolha implica numa não-escolha de tantas outras coisas! E aí, vem aquele momento em que coisas que você julga importante se chocam e você PRECISA escolher entre elas... e agora???? Parece que cai um peso nas suas costas... Que responsa, hein?! Decidir que rumo dar à sua vida... ixi!!! Mais fácil jogar pro Universo, não?! rsrs



Falando sério... há uns meses fui à livraria (adooooro!!!) e me deparei com um livro de Zibia Gasparetto (adoro tb! rs) cujo nome era: "Quando a vida escolhe". Na sinopse, a autora dizia: "qualquer caminho que você escolher, está certo (...) É a vida escolhendo em você!" ... Caracas! Fez todo o sentido pra mim e comprei o bendito na hora! = ) É um romance espírita, mas para além da doutrina, contém muitos ensinamentos de vida! Conta a história de um homem que escolheu deixar o grande amor de sua vida para casar com outra mulher, acreditando que esta lhe preencheria com status e dinheiro e, ainda, poderia teria as duas, de formas diferentes, por motivos diferentes. No fim das contas, a mensagem da estória é de que foi feita a melhor escolha naquele momento diante das necessidades espirituais da personagem e esta se vê “obrigada” a aprender a viver bem com a escolha feita, ao mesmo tempo em que desfruta dos bons frutos da vida familiar construída. E tudo fez mais sentido ainda pra mim! Infelizmente não é nada fácil lidar com os devires ocultos e com as lacunas numa cultura que nos incute a responsabilidade do controle absoluto pela própria vida... Quanta loucura! Como se isso fosse possível... E, para não restar dúvidas, a vida faz questão de nos dar rasteiras o tempo inteiro! E diante dessas, nos resta apenas aprender a colher os bons frutos das escolhas já feitas e lidar com a ausência do que o não-escolhido poderia nos trazer. Optar pelo que nos oferece a maior chance de satisfação das nossas necessidades emergentes e que não entra em desalinho com os nossos planos, crenças, valores e desejos. O caminho é esse, sintonia, sincronicidade com o que há em nós de mais pulsante e desejante... com o que nossa alma clama! Acreditar que o Universo responde às nossas escolhas e entra em afinação com essas, já que somos, dele, parte e ao mesmo tempo inteireza. É preciso resgatar o sentir, o escutar a si, e entender que a razão nem sempre traz a melhor das respostas!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Fim de semana de enraizamento e sustentação!


Gestalt-terapeutas em formação


FÉ CEGA, FACA AMOLADA
(Milton Nascimento - Fernando Brant)

Agora eu não pergunto mais aonde vai a estrada
Agora eu não espero mais aquela madrugada
Vai ser, vai ser, vai ter que ser, vai ser, faca amolada
O brilho cego de paixão e fé, faca amolada

Deixar a sua luz brilhar e ser muito tranquilo
Deixar o seu amor crescer e ser muito tranquilo
Brilhar, brilhar, acontecer, brilhar, faca amolada
Um brilho cego de paixão e fé, faca amolada

Plantar o trigo e refazer o pão de cada dia
Beber o vinho e renascer na luz de cada dia
A fé, a fé, paixão e fé, a fé, faca amolada
O chão, o chão, o sal da terra o chão, faca amolada

Deixar a sua luz brilhar no pão de todo dia
Deixar o seu amor crescer na luz de cada dia
Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser muito tranquilo
Um brilho cego de paixão e fé, faca amolada" .

Foi assim, de coração tranquilo, apaixonada, preenchida de fé e faca amolada em mãos (rsrs!) que saí do módulo residencial da especialização em Gestalt-terapia (IGTBA) no último final de semana. O encontro começou discutindo "Gestalt-terapia breve" no Instituto (Salvador-BA), sexta-feira pela manhã, e terminou numa linda roda de embalo e de partilha no Espaço terra Mirim (Lauro de Freitas-BA), no fim de tarde do sábado, tendo passado por uma noitada regada a vinhos, chocolates e confissões femininas. E quantos "dias" eu vivi nesse final de semana! A palavra que descreve? Ah, são tantas: abertura, sensação, sentimento, imagens, unidade, enraizamento, permissão, sustentação, beleza, plenitude. Sim, estive plena de mim e em mim! O lugar é lindo, com pouca intervenção humana; é praticamente tudo natureza! Além da força e vitalidade que um lugar desses transmite, impressionante foi mais uma vez me dar conta de como um grupo é capaz de criar um campo tão sincrônico e bem-articulado!Só tenho a agradecer ao grupo em si, queridos colegas de forma-ação que se desnudam e se dão a ler através de falas, de lágrimas, de presença física e de energia viva e circulante; agradeço também a Lika, presença inteira e linda em TODOS os encontros; e a Aline, pela disponibilidade e movimentação para fazer o módulo acontecer! Foi tudo lindo!!! Voltei à “vida real” (Aff, já cheguei me deparando com um baita engarrafamento real e uma “figura bem real” no carro ao lado!) cheia de energia, de vontade de vida e de curiosidade no que diz respeito às novas formas nas quais as coisas vão se dar... e já estou ansiosíssima (deixando um pouco de lado o “aqui-e-agora”) pelo nosso próximo encontro vivencial! E VIVA O CICLO GESTALTEN DA VIDA!!! 