quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Respirando, exercitando... e orando! rsrs

PACIÊNCIA
(Arnaldo Jabor)


"Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia..Por muito pouco, a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais"...  E o bem comportado executivo? O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice. O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.

Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado... Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.

Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.

A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.

Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar? Qual é a finalidade de sua vida? Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.

E você? Onde você quer chegar? Está correndo tanto para quê? Por quem? Seu coração vai agüentar? Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar? A empresa que você trabalha vai acabar? As pessoas que você ama vão parar? Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire... Acalme-se...

O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência..."


Volto a Lenine, quando ele diz que "A gente espera do mundo... e o mundo espera de nós (!)... um pouco mais de paciência..." . E como é difícil às vezes ser paciente diante do caos e das invasões! Mas eu insisto e persisto... vou exercitando e contando com a paciência alheia também!  : o)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Deixar secar...

Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Júlia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar.
Mariana não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã. Júlia então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio. Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.

Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou:
"Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão".

Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações. Mas a mãe, com muito carinho ponderou:

"Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar em casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra o que a vovó falou?
Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar.

Pois é, minha filha, com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro.. Depois fica bem mais fácil resolver tudo".

Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver televisão.  Logo depois alguém tocou a campainha. Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:

"Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado.

Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa."

"Não tem problema", disse Mariana, "minha raiva já secou." E dando um forte abraço em sua amiga, tomou-a pela mão e levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.


 
Nunca tome qualquer atitude com raiva. A raiva nos cega e impede que vejamos as coisas como elas realmente são. Assim você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta.

Diante de uma situação difícil, lembre-se sempre: deixe a raiva secar.

(Autor a pesquisar)

Essa estorinha me lembra uma situação que estou vivendo... Penso que, de fato, é necessário deixar certos sentimentos secarem antes de re-agir a qualquer coisa. Deixar a raiva secar, deixar a chateação secar, deixar o "amor" secar, assim é dado espaço para que o contexto se mostre e as memórias se mostrem, lembrando-nos que as relações sólidas são muito mais que momentos de "tensão"; assim, dá-se tempo também para que o que não  foi bem estabelecido nos recorde que as emoções passam (mesmo as mais fortes e vívidas!) e  o que fica é o que foi realmente construído e vivido no real. Pena que nem sempre tenhamos alguém para nos frear os impulsos e que nem sempre as emoções secam tão rápido... Deixemos, então, secar, para que as facetas múltiplas de desvelem e possamos obter uma maior clareza das situações!

Despedida de solteira de Nanda - 27/08

Não podia deixar de registrar aqui a despedida de solteira de Nanda, pessoa linda, querida e doce. É... o casório tá chegando e resolvemos fazer uma festinha particular para ela, mas, na verdade, era só desculpa, porque a festa acabou sendo para todas nós! rsrs... Começou com uns drinks super gostosos criados e preparados por Alê, seguidos do chá de "lingerie" (com direito a prendas quando Nanda não conseguia advinhar qual era o "objeto" da vez! rs). O chá foi divertidíssimo e despertou muita inveja e curiosidade em todas nós (não é, meninas?)! Tenho que dizer que Nanda se deu  foi muito bem, André (noivo dela) então, nem se fala! =D Uma pequena amostra na foto abaixo:


 Após o chá, Van e Cris facilitaram (e viveram) uma série de vivências que tiveram como tema o prazer. Pensem num momento lindo e gostoso! Começamos enraizando e "euxastando", para podermos dar conta do que viria a seguir: sensações olfativas e cutâneas, sopro, massagens e uma roda de embalo deliciosa pra finalizar! A comilança rolou solta depois, sem contar que ainda levamos guloseimas para completar em casa a aquisição de calorias do fim de semana. Enfim, foi deliciosamente belo o encontro dessas mulheres maravilhosas!!!


Obrigada, meninas, pela cumplicidade. Nanda, querida, que seu casamento seja tão delicioso quanto foi nossa noite!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Carta aos desiludidos no amor

"Triste de quem fica desiludido(a) e evita outro amor de novo, cai no conto, blasfema, diz “tô fora”, já era, tira onda, ri de quem ama, pragueja e nunca mais se encontra dentro das próprias vestes.

Como se o amor fosse uma bodega de lucros, um comércio, como se dele fosse possível sair vivo, como nunca tivesse ouvido aquela parada de Camões, a do fogo que arde e não se sente, a da ferida, aquela, o Renato Russo musicou e tudo, lembra?

Triste de quem nem sabe se vingar do baque, sequer cantarola, no banheiro ou no botequim, “só vingança, vingança, vingança!”, o clássico de Lupícinio Rodrigues, o inventor da dor-de-cotovelo, a esquina dos ossos úmero com os ossos ulna (antigo cúbito) e rádio, claro, lição da anatomia e da espera no balcão da existência.

Tudo bem não querer repetir, com a mesma maldita pessoa, os mesmos erros, discussões, barracos e infernos avulsos e particularíssimos. Falar nisso, nunca mais ouvi o velho e bom “eles renovaram o namoro”. Coisa linda, linda, linda, o mais comum era dizer apenas “eles renovaram”. Prestou atenção na força das palavras?

Não estamos tratando desse tema. O caso aqui é de quem se desilude ao infinitum. Triste de quem encerra o afeto de vez, como se aquela mulher e/ou aquele homem “x” fossem fumar o king size, duvidoso e sem filtro, lá fora, e representassem o último dos humanos.

Chega do clichê e do chavão de que todos os homens ou mulheres são iguais. São, mas não são, senhoras e senhores. Cada vez que uma folha se mexe no universo a vida é diferente. Todos os machos e todas as fêmeas são novidades. Podem até ser piores, uns mais do que os outros, porém dependem de vários fatores.

Não adianta chamar o garçom do amor e passar a régua para sempre por causa de apenas um(a) sujeito(a) – como se representassem a parte pelo todo da panelinha do mundo. O que não vale mesmo é eliminar o amor como proposta mínima na plataforma política de estar vivo.

Já pensou quantos amores possíveis, como diria Calvino, você estaria dispensando por essa causa errada? E quem disse que amor é para dar certo?

Amor é uma viagem. De ácido.

Amar é… dar ou levar pé-na-bunda. Depois, como se diz, a fila anda, mesmo que mais demorada que a do velho INPS ou do que a dos ingressos para a final do campeonato.

E tem mais: a única vacina para um amor perdido é um novo amor achado. Vai nessa, aconselho! Só cura mesmo com outro.

Sim, o amor acaba, se não você não entendeu ainda… Corra a ler o gênio mineiro Paulo Mendes Campos: em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

Vamos esquecer a ilusão católica do até que a morte separe os pombinhos e viver lindamente o amor e o seu calendário próprio. Muitas vezes, não temos o amor da vida, mas temos um belo amor da quinzena, que, de tão intenso e quente, logo derrete. Foi bonito.

Vale tudo, só não vale o fastio e a descrença."

(Xico Sá)


Gostei muito desse texto e não hesitei em partilhar. Lembra-me muito uma prima que passou uma fase com "alergia" ao amor e aos casais felizes, acreditando que "homens são todos iguais e não valem à pena"! Crença triste essa, hein?! Tantas coisas à volta, para olhar, para felicitar, para conhecer, para receber... privar-se da fartura que a vida proporciona por tão pouco! Adiantou? Que nada, voltou com o ex e hoje está casada, feliz e com uma linda filhinha! Podia ter perdido menos tempo, hein?! rsrs

É isso aí, também penso que "vale tudo"... e que vai ser muita sorte se encontrar o amor "pra vida inteira"... Vamos parar de reclamar e amar, porque senão a vida não tem graça! Que seja pelo momento inteiro então! Aos meus amores que vieram e passaram, foram eternos enquanto duraram! "Valeu, foi bom, adeus!"