"Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei
E nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa... estrada
Eu sou
Estrada eu vou
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso chuva para florir
Todo mundo ama um dia
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
Um outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz!"
É assim que tô sentindo a vida... Vou tocando a marcha e seguindo em frente... sempre com um sorriso de canto de boca e a certeza de que sempre haverá o que florescer e surpreender... Olhando as dores, as interrogações, as ondas, a estrada... e o horizonte! O horizonte com tudo que ele carrega de sereno, de belo, de profundo, de mortes, de vidas, de renascimentos. Não sei optar por coisas rasas, sem muita densidade e conteúdo, sem presença! E vou bancar isso, sempre, doa o quanto doer... porque vida pra mim é intensidade, é encontro, é estar... é viver!!!
Vou exercitando o contemplar da impermanência e o permitir que as coisas fluam, que eu seja, que eu esteja, que eu viva! Vida imersa e emergente, vida que dói e que enche de alegria, vida que é eterno devir. Como borboleta que sou, percebo-me em infindável processo, metamorfose ambulante (salve o nosso Raul, que já falava da permanente transformação humana!)! Assim vou acompanhando meus movimentos, meus avanços e recuos, meus mergulhos e flutuações... tudo no meu tempo, tudo no meu jeito... mas sempre colocando em xeque e re-formulando coisas, opiniões, crenças, pontos-de-vista... em busca de passos serenos, delicados, cautelosos... passos que, deveras as paradas pra energizar, não deixam de caminhar... ora fora, ora dentro... mas sempre caminhando! Sempre construindo... construindo o presente, o aqui e agora... construindo relações... construindo visões de mundo... (re)construindo sentidos... O distanciamento reflexivo está sempre vigente, sem perder de vista que tudo são apenas escolhas... escolhas que não deixarão de poder serem (re)vistas e de poderem ser re-escolhidas em um outro momento...
Pensar no depois é o que me aflige... e é a única coisa em que não quero pensar... lidar com o desconhecido torna-se angustiante e, assim, deixaria de ser presente! Enquanto dádiva, quero poder ser presente-ada a todo instante... porque cada acontecimento é uma ótima oportunidade para aprender e se reposicionar (ou não!) diante da vida... feliz de quem pode se dar a chance de aproveitar isso! EU não abrirei mão... essa é a MINHA escolha!
Fase nova, VIDA nova, vida RE-NOVA-DA!!! Essa sou e estou eu, eterna metamorfose... Butterfly! Sempre voarei!
Meu pai me disse uma vez que, se eu tocasse essa música no violão, me daria uma guitarra, porque eu havia pedido.
ResponderExcluirTirei a música, cantei com vontade. E ele disse:
- Que música bonita!!
Até hoje não vi a cor da tal guitarra...rsss.
Bela música, belo texto!
Beijooo!
kkkkk mau-caráter meu tio! rsrs
ResponderExcluirMas fez muito bem! E assim o moreno sensível e suave tornou-se poeta! rs
Beijos, Roquinho lindo!!!