domingo, 27 de fevereiro de 2011

Flashback compulsório! rs

Hoje tive que desarrumar, desocupar, desabitar meu quarto, pois amanhã começa a reforma nele também. Assim entrei em contato com meus inúmeros diários, desde mil novecentos e bolinha. Não resisti e lá fui eu folheá-los, até pra ver se conseguia me desfazer de todos eles (ou quase) e aliviar os novos armários. Resultado: revisitei momentos diversos da minha história... Alguns bastante comemorados, outros lamentados em demasia, com a intensidade que sempre me foi peculiar (e que agora encontrou um ponto de menor tensão e mais sensatez! rs).

Revivi naquelas páginas coloridas e enfeitadas angústias, medos, apegos, inseguranças e burradas! Sorri mais uma vez, vendo fotos e lendo as cartinhas/recados/cartões... Pude relembrar os muitos amores que passaram (alguns perdidos na memória, inclusive!), os das amizades e os dos beijos. Quantos momentos em que me afoguei insanamente!Algumas certezas boas ficaram: a minha força e vontade de vida, para prosseguir caminhando apesar de tudo; o auto-suporte surpreendente diante da carência de chão seguro; a beleza e o perigo das emoções; a segurança de alguns passos muito bem dados e calculados.

História da minha vida, história da vida minha... que me trouxe até aqui e influencia meus passos e prospecções. Triste com muito pelo que precisei passar para chegar, mas muito feliz com o que pude, então, transformar... A estrada ainda é longa, mas eu SEI que posso e vou!

Lembrando a moral do filme "Cisne Negro" (que muito me inquietou e angustiou!): "Eu posso ser o meu maior pesadelo, o meu maior inimigo." Haja terapia... Sami, se segura que lá vou euuuuuuuuu...!!!!! rsrsrsrs Muitas páginas a escrever ainda... no livro da vida!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

E aí?!?!

Não sei se sim, não sei se não. Na dúvida, fico com o "vamos ver"!
EXPERIMENTA! EXPERIMENTA! EXPERIMENTA!!!! ehehehehe

"O medo me leva ao perigo e tudo o que eu amo é arriscado.”
(mais uma de Lispector!)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A Samambaia e o Bambu

"... Certo dia, decidi dar-me por vencido. Renunciei ao meu trabalho, às minhas relações, e à minha fé. Resolvi desistir até da minha vida. Dirigi-me ao bosque para ter uma última conversa com Deus.

'Deus, eu disse: Poderias dar-me uma boa razão para eu não entregar os pontos?'
Sua resposta me surpreendeu: 'Olha em redor Estás vendo a samambaia e o bambu?'
'Sim, estou vendo', respondi.
'Pois bem. Quando eu semeei as samambaias e o bambu, cuidei deles muito bem. Não lhes deixei faltar luz e água. A samambaia cresceu rapidamente; seu verde brilhante cobria o solo, porém, da semente do bambu nada saía. Apesar disso, eu não desisti do bambu.

No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa. E, novamente, da semente do bambu, nada apareceu. Mas, eu não desisti do bambu.

No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa… Mas, eu não desisti.

Mas… no quinto ano, un pequeno broto saiu da terra. Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno , até insignificante.

Seis meses depois, o bambu cresceu mais de 50 metros de altura. Ele ficara cinco anos afundando raízes. Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver.

A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que elas não pudessem superar.'

E olhando bem no meu íntimo, disse:

'Sabes que durante todo esse tempo em que vens lutando, na verdade estavas criando raízes? Eu jamais desistiria do bambu. Nunca desistiria de ti.'

Não te compares com outros. O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos eram necessários para fazer do bosque um lugar bonito.

'Teu tempo vai chegar', disse-me Deus. 'Crescerás muito!'

'Quanto tenho de crescer?' perguntei.

'Tão alto como o bambu?' foi a resposta.

E eu deduzi: Tão alto quanto puder!

Espero que estas palavras possam ajudar-te a entender que Deus nunca desistirá de ti.
Nunca te arrependas de um dia de tua vida.

Os bons dias te dão felicidade.
Os maus te dão experiência.
Ambos são essenciais para a vida.
A felicidade te faz doce.
Os problemas te mantêm forte.
As penas te mantêm humano.
As quedas te mantêm humilde.
O bom êxito te mantém brilhante."

Esse texto chegou ao meu e-mail após uma sessão de terapia em que eu me perguntava o porquê de achar os  caminhos tão difíceis na minha vida... Ganhei uma sábia resposta da minha terapeuta e, por fim, essa mensagem, que não poderia ter vindo em melhor hora! Acho que sou meio como um bambu! rsrs

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Lispector é fantástica!!!

Bem, para quebrar esse gelo aqui no meu blog (a vida corrida e os períodos de preguiça não me têm deixado postar), compartilho uma frase perfeita que pesquei no twitter da Guilhermina Guinle:

"Se for falar mal de mim, me chama. Eu sei coisas terríveis a meu respeito." (C. L.)

Acrescento que, caso contrário, faço parte da campanha: "Vida, cada um cuida da sua!" rsrsrs

domingo, 7 de novembro de 2010

Comemoração das 26 primaveras

Com tanta coisa para agradecer, só podia mesmo fazer uma comemoração extensa! rsrs!  Comecei na sexta (véspera do dia do meu aniversário) e "finalizei" domingo! Passei o FDS cercado de pessoas queridas, embora alguns queridos não tenham podido comparecer, por motivos diversos, ainda que tenham se feito presentes de alguma forma.
Para começar, Boteco do Caranguejo, na sexta (véspera do meu aniversário).

 
Naty e Déa

Dan e Bine

Tai e Vini
No sábado, fomos para o Boteco Ali do Lado,  conhecer a "casa" nova. Pra variar, banda "Quarteto Menos Um" , que foi perfeita e nos deixou molhadas de suor, pra variar também. Como estava com enxaqueca no início da noite, nem um gole de cerveja! E assim foi até às 3 "e lá vai fumaça" da manhã.

Dan

Tai, Van e Eder

Sambão!
Por fim, almocinho em família, com alguns poucos amigos de brinde. Foi muito bacana tê-los todos por perto, embora tenha sentido falta de alguns grandes amigos, que não puderam estar presentes. Foi uma pena também, que não deram conta da cerveja, devido à ressaca do dia anterior. Eu, que não havia bebido, tive que beber sozinha, fazer o quê?! Meu almoço acabou virando jantar, porque eu "petisquei" e bebi tanto que não sobrou espaço no estômago...

Minha família nº2


Meus pais

Brother

Tia


Meu amorzinho
 


Primona e priminho
 
João

Lena

Grandes amigossss



 Finalizamos o evento na delegacia. Isso mesmo, DELEGACIA! Amiga Tai teve o carro praticamente "levado" pela polícia militar, em pleno trânsito. Tivemos que acompanhá-la para fazer o B.O. e demais procedimentos (fotos abaixo). Que susto!

Fim de tarde de domingo


Que situação! hehehe

26 primaveras... Enorrrrrme gratidão!

Pra começar falando desse período que sempre mexe tanto comigo, vou colocar aqui o texto que fiz na mesma data, no ano passado, quando completei 25 anos. Acabei de relê-lo e me dar conta de que continua absolutamente atual, demandando pouquíssimos ajustes, os quais fiz. Como não foi feito para mim, nada mais justo que partilhá-lo!

Momento de agradecer. Agradecer ao que há de Superior no Universo, que me permitiu estar aqui e vivenciar o que vivenciei.... e que não me abandona jamais!

Pelos momentos, sempre plenos e inteiros em presença. Pelas vivências, vividas como puderam ser. Pelos sentimentos, consumidos até a última gota (as saudades, as dores, as alegrias, os amores, e até o inexplicável!); pela intensidade com que pude senti-los e pela brandura que por vezes me acalentou. Pelos abraços, que me aqueceram. Pelos beijos, que me tocaram com suavidade. Pelos toques sutis, que me acariciaram por tantos motivos. Pelos olhares cúmplices e verdadeiros, que por vezes me leram a alma. Pelas mãos sobre as minhas, que tanta coisa significou. Pelas palavras ditas com sabedoria e cuidado, pelas não ditas por cuidado também. Pelo silêncio que tanto sustentou as vivências. Pelo respeito que pude impor e pelo que me tiveram de bom grado, sem que eu precisasse nada reivindicar. Pelas pessoas mais que especiais, que caminharam comigo aqui e ali, no mesmo (com)passo. Pelas pessoas que tentaram comigo acertar o passo, mas não era hora, nem lugar. Pelas lágrimas compartilhadas, acolhidas, suscitadas e até alimentadas quando sabiam que me eram necessárias pra lavar a alma. Pelas conquistas alcançadas. Pelos sonhos sonhados. Pelos romances vividos e por aqueles que não quero mais viver. Pelo quanto pude me doar e pelos momentos em que escolhi não o fazer. Pelos insights e pelo que ainda há por descobrir a meu respeito. Pelas muitas Ana’s que pude ser, em cada momento, com cada pessoa, em cada lugar... e de cada jeito diferente. Pelo quanto pude criar, enxergar, buscar, viver e abdicar. Pelas despedidas que pude viver, pelas que ainda ensaio e pelas que, por ora, desconheço. Pelo amor incondicional e desproposital que me foi dispensado por tantas pessoas, as quais também pude, assim, amar. Pelos momentos cretinos, de muitas feridas e dores, que me fizeram crescer indescritivelmente. Pela respiração que aprendi da forma mais bela e absoluta possível. Pelas tantas belezas que hoje posso enxergar com mais clareza. Pela paciência que me foi solicitada, e que exercito a cada dia. Pelos prazeres, cada vez mais vividos de forma mais linda, humilde e grata. Pelos preconceitos e mágoas superados. Pelo caos produtivo e (re)organizador. Pelas muitas mortes e renascimentos. Pelas crisálidas e borboletas que fui e que ainda serei.

Obrigada à minha linda equipe de trabalho, que me ensina, me acolhe e me reconhece dia-a-dia. A Sami, minha terapeuta, grande jardineira do (meu) peito, do (meu) corpo e d’alma (sem palavras!). Às minhas amigas superpoderosas, onipresentes, até mesmo em mim, oferecendo-me sustentação, amor e acolhimento. À Bine e Dan, pela parceria de todos os momentos, pela cumplicidade e pela comunhão; pelos primeiros treinos ao volante. À minha família, a qual venho podendo re-conhecer e querer mais em proximidade. A Patty, pela companhia despretenciosa e gostosa, pelas trocas. Ao fogo (que tantas vezes se acende em mim), à água (meu elemento de profundidade e fluidez), a terra (que me confere sustentação e confiança) e ao ar (da leveza que vivo a buscar), cada vez mais em conexão comigo. Aos tantos outros seres iluminados, que me (re)energizam, sustentam-me, acompanham-me. Só tenho a agradecer, de peito e coração abertos. Muito há o que dar forma e o que construir à frente. Novo ano se anuncia!!! 

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Treinando o forró...

Bem, depois de tanto tempo correndo em prol de organizar as pendências (e urgências) da vida, finalmente, quase às 23hs, consigo escrever algo que não texto para TCC! rsrs Confesso que já estava com saudades desse meu espaço aqui... mas também estava precisando de um espaço subjetivo maior para elaborar umas vivências recentes, o que já estava complicado pelo pouco tempo que me restava para estar na minha realidade interna, diante dos chamados da "vida real".

Para começar (vou demorar alguns posts pra colocar as últimas em dias!), a primeira coisa da qual eu estava querendo falar é sobre as minhas aulas de forró. Depois de uma semana em maratona para curar o meu dedo inflamado (processo árduo descrito no post anterior), e mais uma semana sem poder ir por causa das minhas aulas da pós, finalmente retornei às aulas (de forró) há duas semanas, agora com sapatilha e tudo.

No primeiro dia foi um processo... Em pleno aniversário, saí de lá frustrada, decepcionada comigo mesma! Com os alunos mais tirados a "sabidos", eu me perdia nos passos, embolava os movimentos e simplesmente travava! Pra completar, ainda ouvi uma baita lição que me rendeu diversas tomadas de consciência e auto-puxões de orelhas depois: "Você fica tentando controlar os movimentos, fazer antes de saber o que é pra fazer... assim você não me deixa conduzi-la! Você tem que estar preparada pro imprevisível, para se deixar levar no passo que eu conduzir!". Foi como uma bomba em meus ombors e cabeça! Em pleno período de revisão de vida (assim sempre são minhas datas de aniversário), ouvir uma dessas! Pronto, assunto para terapia, logo decidi! rsrs
Aos poucos fui conseguindo ficar (e me sentir) mais leve, me deixar levar... mas saí de lá nada satisfeita. Meta de vida: a partir de então, prometi a mim mesma exercitar mais a leveza e a fluidez, na dança do forró e na dança da vida...!

A aula seguinte (FDS passado), já foi beeeeemmmm melhor! Livre, leve e solta, só me apertava um tiquinho quando pegava um certo parceiro mais experiente, mas que não marcava os passos direito para quem está começando e não tem familiaridade com os mais complexos, como eu.  Felizmente, esse foi apenas UM dentre os vários homens com quem dancei (que, apesar de tudo, até me elogiou, dizendo que eu estava bem rápida no aprendizado, pois era apenas minha 3ª aula!)! Com os demais, fui muito feliz, obrigada! Dancei feito pluma e consegui acompanhar tudinho! Servi até de "cobaia" para alguns parceiros treinarem passos e fui nota 10 nos treinos de passos novos com o professor!
Por ora, missão cumprida!!!! Que venham as próximas! Desse jeito, estarei craque no São João-2011! rsrs Adoooooooooro!!!