Bem, no dia 01/10, tinha horário marcado com uma nova manicure aqui em casa. Profissional indicada por uma amiga que mora no meu prédio e é cliente dela há alguns anos, assim como as mulheres da sua família. Até agradável a pessoa, fez as minhas unhas das mãos e... algo começou a encrencar quando passsou para os meus lindos pezinhos. Disse que minhas aunhas dos "dedões" estavam encravadas e precisava desencravar. Futucou tanto, que eu reclamava de dor, mas fui deixando, iludida de que, de fato, era preciso. Resultado: dedos sensíveis e doloridos! Mas, que nada, era só isso, não colocar um sapato fechado e pronto, logo logo tudo estaria normal.
À noite, coloquei um saltinho básico e fui para a What's Up, curtir o Banjo da Minha Vó (sambinha bem gostosinho). Por sinal, tomei uma bebida louca e quente (literalmente. A "Adeus Muchacho" acendia fogo e tudo o mais) que me deixou elétrica e distraída (joguei até o cartao de consumação fora sem me dar conta, sorte que minha prima o encontrou! Quase perco dinheiro, enfim... )! Dancei até às 4 da manhã e às 10:30, a primeira aula de forró (post anterior). À noite, Festival Sertanejo, no Bahia Café Paralela (muito bommmm!!!! Diversão super!) ; novamente super dancei (dessa vez, com uma plataforma, mais confortável). Segunda olha o dedo latejando e inchando!!! Terça, fui para o pilates e levei bronca da minha fisioterapeuta; por onvite de minha mãe, saí de lá para o podólogo. Sofri muuuuuuito, dor dos infernos!!! Ela limpou tudo, desencravou a unha e fez um curativo para eu retornar no dia seguinte. Assim foi, novamente limpeza, tirar o que ainda tinha (pedaços de unha, etc.), novo curativo e liberada. Recomendações: pomada corticóide, evitar magoar o pé e band-aid ao sair de casa.
Ontem fui sentindo o dedo latejando novamente e descobri que colocar a perna mais alta que o corpo ajudava, porque o sangue descia menos para o pé, que já anda pulsando demais pela inflamação. Tive que ficar de molho à noite, perder a balada já marcada e ficar em casa! Planos para hoje? Tudo indica que retorno ao podólogo! Ninguém merece!!!!
...E o borbulhar de sentimentos, pensamentos e sensações busca linhas de fuga... para não implodir!
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
Finalmente... Nova empreitada: aulas de forró universitário!
Meus amigos de longa data (nem tão longa... afinal meu aniversário tá chegando e não pretendo deprimir!rs) sabem que há muito venho babando casais fazendo aquele passinhos, giros e movimentos belos e sincrônicos numa dança sensual e gostosa! Há anos digo que "ano que vem eu faço!"... É... esse "ano que vem" finalmente chegou... e antes da virada de ano! rsrs Depois de uma pesquisa a respeito dos grupos de aula, referências, local e preços, escolhi a Forrozeando pela relação custo/benefício: o preço super em conta, horário conveniente, maior duração/aula, sendo o único contraponto a distância da minha casa (o espaço de aula fica no Garcia). Hoje fui à aula experimental conferir. A galera é super legal, simples, divertida e simpática (diferente de um certo grupo famoso que vejo por aí) e os professores, muito pacientes e bacanas. Primeiro dia e já encontrei dois parceiros com os quais a sincronicidade foi total! :-D Planta dos pés doendo da noitada de ontem, dois dedos do pé inflamados (a infeliz da pedicure me acabou!), mas lá estava eu, descalça e resistindo bravamente... nas plantas dos pés! Barriga "pra dentro", pernas flexíveis, leveza, braços relativamente rígidos... vamos lá!
Na primeira hora de aula, enquanto aprendia e ensaiava os passos básicos ("soltinho", "cruzado", "giro pra trás", "giro pra frente"...) com outras 4 alunas recém-chegadas, mal conseguia conter a ansiedade em dançar logo aos pares! Logo ao lado estavam os alunos mais "avançados" dançando aos pares, e eu, louca pra estar lá com eles!!! Depois de uma longa hora de espera, finalmente o professor do avançado pediu que formássemos uma roda e formássemos os pares; a cada fim de música os homens trocavam de parceira, no sentido anti-horário. Alguns cavalheiros deliciosos de se dançar (com esses eu até fechava os olhos e desfrutava daquele prazer sublime!), outros nem tanto. Alguns poucos embaraços nos giros (afinal era só a primeira aula!), mas fui muito bem, obrigada! Não contive o sorriso largo quando ouvi de outro aluno: "você dança bem! já fazia aula de dança, não é?!" . Quantas lembranças me foram evocadas da época em que eu dançava (em aulas, porque NUNCA deixei de dançar): minha infância e pré-adolescência.
Meninas, acreditem! LÁ tem mais homens que mulheresssss!!! O que é uma ótima notícia para quem vai às festas de forró e às vezes não tem um par... ainda mais depois da reportagem desanimadora do Correio da Bahia (apenas 88 homens para cada 100 mulheres!)... Portanto, ótimo lugar pra se sentir o prazer da dança! Aprovadíssimo e ansiosíssima pela próxima aula... embora os pés ainda doam. Falando em pés, providenciarei em breve uma sapatilha (urgente) para sentir menos o impacto e o atrito com o chão de madeira. Agora ninguém me segura nos forrós!!! UUHUHUHUHUHUHU!!!
Ah! Também descobri que tem 3 estudantes de psicologia... espaço de trocas intelectuais também, quem sabe! Que beleza!
Como é bom viver!!!
Depois de 3184908498984 meses sem viajar (a viagem a trabalho pro interior não conta! rs), recebi um telefonema de uma tia, convidando-me a acompanhá-la numa excursão para Porto Seguro. Aceitei de pronto, mas achava mesmo é que seria um programa meio de índio, com um bando de gente mais velha e monótona; de qualquer forma, valeria conhecer as belezas da cidade, além do que a proposta veio acompanhada da minha passagem de brinde! Sim, a tia convidou e pagou! Ponto positivo pra ela! Rsrs
| Praia dos Nativos |
Vamos às condições da excursão: organizada pela Pastoral Nossa Senhora do Amparo! Isso mesmo, excursão da Igreja, ou seja, a perspectiva era de muitos coroas e moralismos! RS Ufa, engano meu! Os “coroas” eram mais jovens e descontraídos até que eu mesma! Os deslocamentos no ônibus foram simplesmente hilários, regados a muitas gargalhadas e leveza!!! Sem falar que encontrei três parceiros de bagunça e farra... um ébrio (Cidreira, 2010. kkkkkkk) só! rsrs
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| Quarteto Ébrio! rsrs |
Chegando lá, às 8h, nos acomodamos no quarto do hotel (o Hotel da Praia), tomei um baita banho morninho (estava ventando super!) e estava prontíssima pra correr a cidade; no entanto, tivemos que esperar um monte até que todos se acomodassem e se aprontassem (já que chegamos antes do horário da nossa 1ª diária). Lá pelas 11:00 foi que conseguimos sair. Fomos direto ao Centro Histórico das Compras... pensem! Que pecado! Preços ótimos... prontamente me apaixonei por inúmeras peças de roupa, mas me segurei e só comprei uma blusa, pensando que era só o primeiro dia, primeiras compras. De quebra, ainda assistimos uma apresentação de capoeira (nenhuma novidade pra nós) e dançamos um sambinha! Fomos à Coroa Vermelha - mais compras de peças de roupas! Rsrs! Vista lindíssima, uma cruz enorme (marco de uma das primeiras missas no Brasil) e eu nao resisti.. minutos depois, lá estava eu, correndo pra tirar foto lá em cima antes que fosse pega... e presa! rsrs
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| Rezando pra ninguém notar! rsrs |
Às 17:50 estávamos no hotel e corri pra ver o último capítulo da novela (a única que assisti nos últimos tempos!). Aprontei-me e fiquei aguardando os meninos; destino certo: Ilha dos Aquários. À meia-noite, estávamos aguardando a balsa para atravessar; travessia tranquilíssima e muito rápida (cerca de 7 minutos, contando as duas manobras). Fomos nós, animadíssimos conhecer os aquários gigantes e os vários ambientes da Ilha: pouca iluminação nos caminhos e várias “arenas rítmicas”, axé e pagode, forró e techno. Começamos pela techno enquanto não começava o forró e por essas duas transitamos (e dançamos) a maior parte do tempo (quem me conhece sabe que também caí na quebradeira! rs). Os meninos escolheram a noite pra tomarem todas e as bebidas eram “do capeta” e do “inferno”, com fogo e tudo o mais... o resultado? Já viram, né?! Júnior se embriagou e voltou pra casa muuuuito chato, e sobrou pra mim, claro! Rsrsrs Por volta de 2:30 eu já estava morta, mas tive que agüentar até que os meninos cansassem e/ou fossem expulsos! Deitei às 4:30 para acordar às 7:00, que empreitada!
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| Aquário gigante - Ilha dos Aquários |
2º dia: destinos: Praia dos Nativos (com ondas fortíssimas, muito tranqüila e agradável. Nem tive coragem de tomar um banho de mar.) Trancoso - Lugar lindo, cheio de “verde” (como todos os outros que conheci por lá), uma calmaria de dar inveja! – e Arraial D’Ajuda, muito simples e bem estruturado (muito colorido), diferente do que imaginava, por ser lugar de réveillon muito famoso. À noite, Passarela do álcool, umas bebidinhas com nomes sugestivos e uma vendedora “depravada”! Hilário!!! Rsrs Crepe delicioso e umas comprinhas artesanais pros familiares mais próximos. Noitada? Não, nem pensar... não agüentei! Às 23:30 já estava na cama, muito bem acomodada.
3º dia: Arrumação de malas pra volta e mais passeio na Passarela do Àlcool, dessa vez, na parte que eu não tinha adentrado... felizmente, consegui não comprar nada pra mim! Rsrs Após o almoço, tempinho básico pra descansar e às 14h já estávamos na estrada. Duas paradinhas pra esticar as pernas, usar “o reservado” e comer algo. Pronto, às 2:30 já estava na casa da tia, tomando banho pra dormir, bem feliz, contente e cansada!
Ah, já ía esquecendo de contar... havia uma tal criatura notadamente narcísica na excursão, que, ainda por cima dava pitis públicos quando algo a desagradava. Mas nos vingamos com gosto! hahahaha Na volta da viagem, a desgraçada queria que desligassem o dvd e o ar condicionado, pois não queria barulho ou frio. É... desligamos o DVD, mas ela teve que ir ouvindo resenhas, gritos, cantorias e gargalhadas o caminho inteiro, além das músicas que rolvam em inúmeros celulares ao mesmo tempo! Foi hilário e revigorante... se eu fosse ela não fazia mais isso! rsrs
Ah, já ía esquecendo de contar... havia uma tal criatura notadamente narcísica na excursão, que, ainda por cima dava pitis públicos quando algo a desagradava. Mas nos vingamos com gosto! hahahaha Na volta da viagem, a desgraçada queria que desligassem o dvd e o ar condicionado, pois não queria barulho ou frio. É... desligamos o DVD, mas ela teve que ir ouvindo resenhas, gritos, cantorias e gargalhadas o caminho inteiro, além das músicas que rolvam em inúmeros celulares ao mesmo tempo! Foi hilário e revigorante... se eu fosse ela não fazia mais isso! rsrs
OBS: mais fotos no orkut.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Respirando, exercitando... e orando! rsrs
PACIÊNCIA
(Arnaldo Jabor)
"Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia..Por muito pouco, a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais"... E o bem comportado executivo? O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice. O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado... Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.
A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.
Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar? Qual é a finalidade de sua vida? Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você? Onde você quer chegar? Está correndo tanto para quê? Por quem? Seu coração vai agüentar? Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar? A empresa que você trabalha vai acabar? As pessoas que você ama vão parar? Será que você conseguiu ler até aqui?
Respire... Acalme-se...
O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência..."
Volto a Lenine, quando ele diz que "A gente espera do mundo... e o mundo espera de nós (!)... um pouco mais de paciência..." . E como é difícil às vezes ser paciente diante do caos e das invasões! Mas eu insisto e persisto... vou exercitando e contando com a paciência alheia também! : o)
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Deixar secar...
Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Júlia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar.
Mariana não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã. Júlia então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio. Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.
Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou:
"Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão".
Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações. Mas a mãe, com muito carinho ponderou:
"Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar em casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra o que a vovó falou?
Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar.
Pois é, minha filha, com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro.. Depois fica bem mais fácil resolver tudo".
Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver televisão. Logo depois alguém tocou a campainha. Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:
"Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado.
Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa."
"Não tem problema", disse Mariana, "minha raiva já secou." E dando um forte abraço em sua amiga, tomou-a pela mão e levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.
Nunca tome qualquer atitude com raiva. A raiva nos cega e impede que vejamos as coisas como elas realmente são. Assim você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta.
Diante de uma situação difícil, lembre-se sempre: deixe a raiva secar.
(Autor a pesquisar)
Essa estorinha me lembra uma situação que estou vivendo... Penso que, de fato, é necessário deixar certos sentimentos secarem antes de re-agir a qualquer coisa. Deixar a raiva secar, deixar a chateação secar, deixar o "amor" secar, assim é dado espaço para que o contexto se mostre e as memórias se mostrem, lembrando-nos que as relações sólidas são muito mais que momentos de "tensão"; assim, dá-se tempo também para que o que não foi bem estabelecido nos recorde que as emoções passam (mesmo as mais fortes e vívidas!) e o que fica é o que foi realmente construído e vivido no real. Pena que nem sempre tenhamos alguém para nos frear os impulsos e que nem sempre as emoções secam tão rápido... Deixemos, então, secar, para que as facetas múltiplas de desvelem e possamos obter uma maior clareza das situações!
Despedida de solteira de Nanda - 27/08
Não podia deixar de registrar aqui a despedida de solteira de Nanda, pessoa linda, querida e doce. É... o casório tá chegando e resolvemos fazer uma festinha particular para ela, mas, na verdade, era só desculpa, porque a festa acabou sendo para todas nós! rsrs... Começou com uns drinks super gostosos criados e preparados por Alê, seguidos do chá de "lingerie" (com direito a prendas quando Nanda não conseguia advinhar qual era o "objeto" da vez! rs). O chá foi divertidíssimo e despertou muita inveja e curiosidade em todas nós (não é, meninas?)! Tenho que dizer que Nanda se deu foi muito bem, André (noivo dela) então, nem se fala! =D Uma pequena amostra na foto abaixo:
Após o chá, Van e Cris facilitaram (e viveram) uma série de vivências que tiveram como tema o prazer. Pensem num momento lindo e gostoso! Começamos enraizando e "euxastando", para podermos dar conta do que viria a seguir: sensações olfativas e cutâneas, sopro, massagens e uma roda de embalo deliciosa pra finalizar! A comilança rolou solta depois, sem contar que ainda levamos guloseimas para completar em casa a aquisição de calorias do fim de semana. Enfim, foi deliciosamente belo o encontro dessas mulheres maravilhosas!!!
Obrigada, meninas, pela cumplicidade. Nanda, querida, que seu casamento seja tão delicioso quanto foi nossa noite!
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Carta aos desiludidos no amor
"Triste de quem fica desiludido(a) e evita outro amor de novo, cai no conto, blasfema, diz “tô fora”, já era, tira onda, ri de quem ama, pragueja e nunca mais se encontra dentro das próprias vestes.
Como se o amor fosse uma bodega de lucros, um comércio, como se dele fosse possível sair vivo, como nunca tivesse ouvido aquela parada de Camões, a do fogo que arde e não se sente, a da ferida, aquela, o Renato Russo musicou e tudo, lembra?
Triste de quem nem sabe se vingar do baque, sequer cantarola, no banheiro ou no botequim, “só vingança, vingança, vingança!”, o clássico de Lupícinio Rodrigues, o inventor da dor-de-cotovelo, a esquina dos ossos úmero com os ossos ulna (antigo cúbito) e rádio, claro, lição da anatomia e da espera no balcão da existência.
Tudo bem não querer repetir, com a mesma maldita pessoa, os mesmos erros, discussões, barracos e infernos avulsos e particularíssimos. Falar nisso, nunca mais ouvi o velho e bom “eles renovaram o namoro”. Coisa linda, linda, linda, o mais comum era dizer apenas “eles renovaram”. Prestou atenção na força das palavras?
Não estamos tratando desse tema. O caso aqui é de quem se desilude ao infinitum. Triste de quem encerra o afeto de vez, como se aquela mulher e/ou aquele homem “x” fossem fumar o king size, duvidoso e sem filtro, lá fora, e representassem o último dos humanos.
Chega do clichê e do chavão de que todos os homens ou mulheres são iguais. São, mas não são, senhoras e senhores. Cada vez que uma folha se mexe no universo a vida é diferente. Todos os machos e todas as fêmeas são novidades. Podem até ser piores, uns mais do que os outros, porém dependem de vários fatores.
Não adianta chamar o garçom do amor e passar a régua para sempre por causa de apenas um(a) sujeito(a) – como se representassem a parte pelo todo da panelinha do mundo. O que não vale mesmo é eliminar o amor como proposta mínima na plataforma política de estar vivo.
Já pensou quantos amores possíveis, como diria Calvino, você estaria dispensando por essa causa errada? E quem disse que amor é para dar certo?
Amor é uma viagem. De ácido.
Amar é… dar ou levar pé-na-bunda. Depois, como se diz, a fila anda, mesmo que mais demorada que a do velho INPS ou do que a dos ingressos para a final do campeonato.
E tem mais: a única vacina para um amor perdido é um novo amor achado. Vai nessa, aconselho! Só cura mesmo com outro.
Sim, o amor acaba, se não você não entendeu ainda… Corra a ler o gênio mineiro Paulo Mendes Campos: em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.
Vamos esquecer a ilusão católica do até que a morte separe os pombinhos e viver lindamente o amor e o seu calendário próprio. Muitas vezes, não temos o amor da vida, mas temos um belo amor da quinzena, que, de tão intenso e quente, logo derrete. Foi bonito.
Vale tudo, só não vale o fastio e a descrença."
(Xico Sá)
Gostei muito desse texto e não hesitei em partilhar. Lembra-me muito uma prima que passou uma fase com "alergia" ao amor e aos casais felizes, acreditando que "homens são todos iguais e não valem à pena"! Crença triste essa, hein?! Tantas coisas à volta, para olhar, para felicitar, para conhecer, para receber... privar-se da fartura que a vida proporciona por tão pouco! Adiantou? Que nada, voltou com o ex e hoje está casada, feliz e com uma linda filhinha! Podia ter perdido menos tempo, hein?! rsrs
É isso aí, também penso que "vale tudo"... e que vai ser muita sorte se encontrar o amor "pra vida inteira"... Vamos parar de reclamar e amar, porque senão a vida não tem graça! Que seja pelo momento inteiro então! Aos meus amores que vieram e passaram, foram eternos enquanto duraram! "Valeu, foi bom, adeus!"
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